top of page
whatsapp-rachel-guimaraes.png

Como saber se o Parkinson está piorando? Sinais que merecem atenção

  • Foto do escritor: Dra Rachel Guimaraes
    Dra Rachel Guimaraes
  • 9 de jun.
  • 3 min de leitura

Dra. Rachel Guimarães - Fisioterapeuta Neurofuncional
Dra. Rachel Guimarães - Fisioterapeuta Neurofuncional

Receber o diagnóstico de Doença de Parkinson costuma trazer muitas dúvidas. Uma das mais frequentes é: "Como saber se a doença está piorando?"

A resposta não é simples, pois diferentemente do que muitas pessoas imaginam, a progressão do Parkinson raramente acontece de forma abrupta. Na maioria das vezes, as mudanças são graduais e podem passar despercebidas tanto pelo paciente quanto pela família, pois muitas vezes a pessoa se adapta às dificuldades sem perceber. Ela começa a caminhar menos, evita determinadas atividades ou passa a precisar de mais tempo para realizar tarefas do dia a dia. Quando finalmente percebe que algo mudou, algumas funções já podem ter sido significativamente afetadas.

Por isso, reconhecer os sinais precoces de piora é fundamental para ajustar o tratamento e manter a independência pelo maior tempo possível.


1. Os passos estão ficando mais curtos

Um dos sinais mais comuns da progressão do Parkinson é a redução gradual do comprimento do passo.

O paciente pode sentir que está caminhando mais devagar ou que seus pés parecem "não sair do lugar" como antes. Frequentemente, familiares observam que a pessoa passa a arrastar mais os pés durante a caminhada.


2. Está mais difícil iniciar a caminhada

Você já sentiu como se seus pés estivessem grudados no chão ao tentar dar o primeiro passo?

Essa dificuldade para iniciar a marcha é bastante frequente no Parkinson e pode indicar alterações no controle motor relacionadas à doença.


3. Os episódios de freezing estão mais frequentes

O freezing, ou congelamento da marcha, ocorre quando a pessoa tenta caminhar, mas os pés simplesmente não saem do chão, parece que estão grudados.

Esses episódios costumam acontecer ao passar por portas, realizar curvas ou entrar em ambientes mais movimentados.

Quando o freezing se torna mais frequente, é importante reavaliar o tratamento.


4. As viradas estão mais lentas ou inseguras

Muitas quedas acontecem durante mudanças de direção.

Se você percebe que precisa dar vários passos pequenos para virar ou sente insegurança ao mudar de direção, esse pode ser um sinal importante de progressão funcional.


5. O equilíbrio está piorando

Sentir-se mais instável ao caminhar, levantar-se ou permanecer em pé por períodos prolongados não deve ser considerado apenas consequência do envelhecimento.

Alterações no equilíbrio fazem parte da evolução do Parkinson e merecem atenção.


6. As quedas ou quase quedas estão aumentando

Nem toda queda resulta em lesão, mas toda queda deve ser investigada.

Mesmo os episódios em que a pessoa "quase caiu" podem indicar que os mecanismos de equilíbrio e proteção estão sendo comprometidos.


7. As atividades do dia a dia estão exigindo mais esforço

Vestir-se, tomar banho, preparar refeições ou sair para caminhar podem começar a demandar mais tempo e energia.

Muitas vezes, essa mudança acontece de forma tão gradual que passa despercebida.

8. Você está se movimentando menos

Este é um dos sinais mais importantes.

Por receio de cair ou por perceber mais dificuldade nos movimentos, muitas pessoas começam a reduzir suas atividades.

O problema é que menos movimento gera mais perda funcional, criando um ciclo difícil de interromper.


9. O cansaço aparece mais facilmente

Embora o Parkinson não seja uma doença muscular, as alterações motoras podem tornar tarefas simples muito mais cansativas.

Se atividades que antes eram realizadas sem dificuldade passaram a exigir muito esforço, vale a pena discutir isso com a equipe de saúde.


10. Você está deixando de fazer coisas que gostava

Talvez este seja o sinal mais importante de todos.

Quando uma pessoa deixa de caminhar no parque, visitar amigos, viajar ou participar de atividades que lhe dão prazer por causa das limitações físicas, estamos diante de uma perda funcional significativa.

E muitas vezes isso acontece antes mesmo de grandes alterações serem percebidas nos exames ou consultas.


A boa notícia: a progressão funcional pode ser influenciada

Embora o Parkinson seja uma doença neurodegenerativa progressiva, isso não significa que todas as perdas sejam inevitáveis ou que aconteçam na mesma velocidade para todas as pessoas.

A forma como o paciente se movimenta, se exercita e participa da reabilitação pode influenciar diretamente sua capacidade funcional ao longo dos anos.

A fisioterapia neurofuncional e os programas de exercício direcionados ajudam a trabalhar marcha, equilíbrio, mobilidade, força e estratégias para lidar com situações desafiadoras do dia a dia.

O objetivo não é apenas melhorar sintomas. É preservar autonomia.


Quando procurar ajuda?

Se você identificou um ou mais desses sinais, não espere que as dificuldades se tornem maiores.

Quanto mais cedo as alterações forem reconhecidas, maiores são as possibilidades de intervenção.

No Parkinson, a piora não acontece de um dia para o outro, mas a melhora também não, por isso, acompanhamento adequado, exercício regular e constância no tratamento fazem toda a diferença para manter a qualidade de vida ao longo do tempo.

Comentários


© 2022 - Dra Rachel Guimarães

Avenida José Bonifácio Coutinho Nogueira, 214, sala 412 Vila Madalena. Campinas - SP

  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
bottom of page