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Os melhores exercícios para quem tem Parkinson: como melhorar a qualidade de vida

  • Foto do escritor: Dra Rachel Guimaraes
    Dra Rachel Guimaraes
  • 9 de jun.
  • 3 min de leitura

Idosos praticando exercícios ao livre.

Viver com Parkinson traz desafios diários que afetam o movimento, o equilíbrio e a coordenação. Essas dificuldades afetam diretamente a qualidade de vida e a autonomia, tanto de quem tem a doença, tanto de familiares. No entanto, a prática regular de exercícios é uma ferramenta poderosa para manter a autonomia e a saúde.


Por que os exercícios são essenciais para quem tem Parkinson


O Parkinson é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente o controle dos movimentos. Com o tempo, alguns sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão dos movimentos podem dificultar atividades simples do dia a dia como se vestir, comer, ir ao banheiro ou até caminhar dentro de casa. A boa notícia é que o movimento ativo ajuda a:


  • Manter a mobilidade e a flexibilidade

  • Melhorar o equilíbrio e prevenir quedas

  • Fortalecer os músculos

  • Estimular a coordenação motora

  • Aumentar a sensação de bem-estar e reduzir a ansiedade


Por isso, os exercícios para Parkinson não são apenas recomendados, mas essenciais para preservar a qualidade de vida, a autonomia e a independência.


Exercícios para Parkinson: quais são os mais indicados?


Existem diferentes tipos de exercícios que beneficiam quem tem Parkinson. A escolha deve considerar o estágio da doença, as limitações individuais e as orientações médicas.


1. Exercícios aeróbicos

Atividades como caminhada, bicicleta ergométrica e natação ajudam a melhorar a capacidade cardiovascular e a resistência. Além disso, estimulam o cérebro e podem retardar a progressão dos sintomas.


Exemplo prático: Caminhar em um parque, mantendo um ritmo confortável por 20 a 30 minutos, três vezes por semana.


2. Treinamento de força

Fortalecer os músculos é fundamental para compensar a rigidez e a fraqueza. Usar pesos leves, faixas elásticas ou o próprio peso do corpo ajuda a manter a força muscular.


Exemplo prático: Agachamentos apoiados em uma cadeira, 2 séries de 10 repetições, duas vezes por semana.


3. Exercícios de equilíbrio e coordenação

Esses exercícios ajudam a prevenir quedas, que são comuns em pessoas com Parkinson. Praticar movimentos que desafiem o equilíbrio, como ficar em um pé só ou caminhar em linha reta, é muito útil.


Exemplo prático: Ficar em um pé só por 10 segundos, alternando as pernas, repetindo 5 vezes.


4. Alongamentos

Alongar os músculos reduz a rigidez e melhora a amplitude dos movimentos. É importante fazer alongamentos suaves e controlados, sem forçar.


Exemplo prático: Alongar os braços para cima e para os lados, mantendo cada posição por 15 segundos.


5. Exercícios respiratórios e de fala

Muitos pacientes com Parkinson têm dificuldades na fala e na respiração. Exercícios específicos ajudam a fortalecer os músculos envolvidos e a melhorar a comunicação.


Exemplo prático: Inspirar profundamente pelo nariz e expirar lentamente pela boca, repetindo 10 vezes.


O que pode piorar o Parkinson?


É importante entender que alguns fatores podem agravar os sintomas do Parkinson e dificultar a prática dos exercícios. Entre eles, destacamos:


  • Sedentarismo: A falta de movimento acelera a perda de função muscular e a rigidez.

  • Estresse e ansiedade: Podem aumentar a tensão muscular e piorar tremores.

  • Alimentação inadequada: Pode afetar a energia e a resposta aos medicamentos.

  • Falta de sono: Prejudica a recuperação e o funcionamento cerebral.

  • Medicação irregular: O uso correto dos remédios é fundamental para controlar os sintomas.


Por isso, além dos exercícios, é essencial manter um estilo de vida equilibrado, com acompanhamento médico e apoio multidisciplinar.


Como começar a praticar exercícios


Iniciar uma rotina de exercícios pode parecer desafiador, mas com algumas dicas, fica mais fácil e seguro:


  1. Consulte um profissional: Um fisioterapeuta especializado em neurofuncional pode orientar os melhores exercícios para seu caso.

  2. Comece devagar: Respeite seus limites e aumente a intensidade gradualmente.

  3. Use equipamentos adequados: Calçados confortáveis e espaços seguros evitam acidentes.

  4. Inclua exercícios variados: Combine aeróbicos, força, equilíbrio e alongamento.

  5. Pratique com companhia: Ter um parceiro ou grupo motiva e garante segurança.

  6. Mantenha a regularidade: Exercitar-se pelo menos 3 vezes por semana já traz melhores resultados, qualquer movimento é melhor que nenhum movimento.


A importância do acompanhamento profissional


Cada pessoa com Parkinson tem necessidades específicas, por isso, o acompanhamento de um fisioterapeuta neurofuncional é fundamental para:


  • Avaliar o estágio da doença e limitações

  • Prescrever exercícios personalizados

  • Corrigir posturas e movimentos

  • Adaptar a rotina conforme a evolução

  • Motivar e orientar para evitar lesões


Mantendo a motivação e o bem-estar


Exercitar-se regularmente traz benefícios físicos e emocionais. Para manter a motivação, experimente:


  • Estabelecer metas pequenas e alcançáveis

  • Celebrar cada conquista, por menor que seja

  • Variar os exercícios para evitar a monotonia

  • Participar de grupos ou aulas em comunidade

  • Ouvir música durante a atividade física


Lembre-se: o movimento é um aliado poderoso para enfrentar o Parkinson com mais qualidade de vida e autonomia.



 
 
 

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© 2022 - Dra Rachel Guimarães

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