top of page
whatsapp-rachel-guimaraes.png

Dia Mundial da Fisioterapia: a reabilitação como resposta ao maior desafio da saúde global - AVC

Foto do escritor: Dra Rachel Guimaraes
Dra Rachel Guimaraes
8 de set.
2 min de leitura

Dra. Rachel Guimarães - Fisioterapeuta Neurofuncional
Dra. Rachel Guimarães - Fisioterapeuta Neurofuncional

Todo dia 8 de setembro é celebrado o Dia Mundial da Fisioterapia, data escolhida pela World Physiotherapy para reunir profissionais de mais de cem países em torno de uma mesma discussão. Em 2026, o tema escolhido é a doença cardiovascular e o acidente vascular cerebral (AVC), e essa escolha reforça a importância da fisioterapia na saúde: não apenas tratar sequelas, mas o de atuar diretamente na prevenção, no manejo e na recuperação de uma das principais causas de incapacidade no mundo.


Para quem convive com um AVC ou com um familiar que passou por um, essa discussão não é abstrata, é o dia a dia. A fisioterapia neurofuncional atua quando o sistema nervoso central precisa reorganizar circuitos que foram interrompidos e reconstruir, com repetição, especificidade e carga adequada, funções que pareciam perdidas. Esse processo tem nome na neurociência: neuroplasticidade. Mas para que isso aconteça, é necessário um conjunto de fatores como o estímulo correto, na intensidade e na hora certa.


Neste momento a reabilitação se diferencia da recuperação espontânea. Uma parte da melhora observada nos primeiros meses após um AVC ocorre por mecanismos naturais do próprio cérebro, mas o ganho funcional que se sustenta ao longo dos anos, que permite retomar a marcha, a fala, o trabalho e a independência, depende de uma reabilitação bem conduzida. Depende de avaliação constante, de ajuste de conduta, de um olhar clínico que enxerga a pessoa e não apenas o diagnóstico. Cada paciente tem uma história e um contexto de vida, tratar todos da mesma forma é desperdiçar o potencial da reabilitação.


O Dia Mundial da Fisioterapia também é uma oportunidade de reforçar algo que nem sempre está claro para quem procura tratamento: a formação de um fisioterapeuta especializado em neurologia vai muito além da graduação. Envolve anos de estudo dedicado ao sistema nervoso, atualização constante em pesquisa internacional e domínio de ferramentas de avaliação objetiva, como os sensores inerciais que hoje permitem quantificar padrões de marcha e equilíbrio com uma precisão que a observação clínica isolada não alcança. Essa diferença de formação se traduz diretamente em resultado para o paciente.


Celebrar essa data é reconhecer que a reabilitação não é um complemento do tratamento médico, é parte central dele. Cada avanço que um paciente conquista, seja dar um passo sem apoio, recuperar a fala ou voltar a dirigir, carrega meses de trabalho técnico, individualizado e muitas vezes silencioso. É esse trabalho que sustenta a frase que resume a fisioterapia neurológica: o diagnóstico não define o limite do que é possível recuperar.




 
 
 

Comentários


© 2022 - Dra Rachel Guimarães

Avenida José Bonifácio Coutinho Nogueira, 214, sala 412 Vila Madalena. Campinas - SP

  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
bottom of page