Doença de Parkinson: O que você precisa saber!
- Dra Rachel Guimaraes
- 4 de ago.
- 2 min de leitura

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica complexa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar dos avanços científicos, ainda existem muitas concepções inadequadas que podem prejudicar o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz.
1. Equívocos Comuns Sobre a Doença de Parkinson
Parkinson Afeta Apenas Idosos
Embora a maioria dos diagnósticos ocorra após os 60 anos, cerca de 10% dos casos são de Parkinson de Início Precoce (antes dos 50 anos). Isso destaca a necessidade de atenção a sintomas em todas as faixas etárias.
Tremores São o Único Sintoma Relevante
Além dos tremores (que nem todos os pacientes apresentam), a doença pode causar rigidez muscular, bradicinesia (lentidão de movimentos), alterações posturais e até sintomas não-motores, como depressão e distúrbios do sono.
Não Há Tratamentos Eficazes
Medicamentos, fisioterapia neurofuncional especializada e intervenções cirúrgicas (como a estimulação cerebral profunda) ou não invasivas (estimulação magnética transcraniana) podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
2. A Importância da Abordagem Multidisciplinar**
O manejo eficaz do Parkinson requer uma equipe diversificada, incluindo:
- Neurologistas: Para ajuste farmacológico.
- Fisioterapeutas: Para melhorar mobilidade e equilíbrio.
- Fonoaudiólogos: Para tratar distúrbios da fala e deglutição.
- Psicólogos: Para apoio emocional e enfrentamento da doença.
Estudos mostram que pacientes em programas de reabilitação integrada mantêm maior independência funcional por mais tempo.
3. Como Apoiar um Ente Querido com Parkinson
- Eduque-se: Compreender a doença reduz o estigma e melhora o apoio.
- Incentive a Atividade Física: Exercícios regulares podem retardar a progressão dos sintomas.
- Promova a Socialização: O isolamento pode agravar sintomas depressivos.
Desconstruir equívocos sobre a Doença de Parkinson é essencial para promover diagnósticos precoces e tratamentos adequados. Com informação correta e acesso a recursos especializados, pacientes e familiares podem enfrentar a doença com mais confiança e qualidade de vida.
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