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Fisioterapia nas demĂȘncias

  • Foto do escritor: Dra Rachel Guimaraes
    Dra Rachel Guimaraes
  • 1 de jun. de 2023
  • 3 min de leitura




Recentemente, o ator Bruce Willis foi diagnosticado com um tipo especĂ­fico de demĂȘncia, a demĂȘncia frontotemporal. O que trouxe bastante visibilidade para o tema.


A demĂȘncia pode ser denifida como uma diminuição, lenta e progressiva, da função mental, que afeta a memĂłria, o pensamento, o juĂ­zo e a capacidade para aprender.


Os sintomas geralmente incluem perda de memória, dificuldade de linguagem a na realização de atividades do dia a dia, mudanças de personalidade, desorientação e comportamentos inapropriados.


Conforme a doença progride, a pessoa vai ficando cada vez mais dependente de cuidados, sendo incapaz de realizar suas tarefas sozinha.

O tratamento deve ser multidisciplinar e visa manter a função mental pelo maior tempo possível.


A demĂȘncia ocorre principalmente em pessoas com mais de 65 anos, porĂ©m, em alguns casos o inĂ­cios do sintomas ocorre de maneira precoce, o que dificulta o diagnĂłstico.


Mudanças no cĂ©rebro relacionadas Ă  idade (tambĂ©m chamada perda de memĂłria associada Ă  idade) causam alguma diminuição da memĂłria a curto prazo e da capacidade de aprendizagem. Essas alteraçÔes, ao contrĂĄrio da demĂȘncia, ocorrem normalmente conforme a idade das pessoas e nĂŁo afetam as funçÔes normais. A perda de memĂłria nos idosos nĂŁo Ă© necessariamente um sinal de demĂȘncia ou de inĂ­cio de Alzheimer, no entanto, os sintomas mais precoces da demĂȘncia sĂŁo muito semelhantes.


O comprometimento cognitivo leve provoca maior perda de memĂłria do que a perda de memĂłria associada Ă  idade. TambĂ©m pode prejudicar a capacidade de uso da linguagem, do pensamento e o uso do bom senso. No entanto, assim como a perda de memĂłria associada Ă  idade, nĂŁo afeta a capacidade de funcionar ou fazer tarefas diĂĄrias. AtĂ© metade das pessoas com transtorno cognitivo leve desenvolve demĂȘncia dentro de 3 anos.


DeclĂ­nio cognitivo subjetivo refere-se a um declĂ­nio contĂ­nuo da função mental que a pessoa afetada observa, mas que nĂŁo Ă© identificada por testes padronizados para deficiĂȘncia cognitiva leve. Pessoas com declĂ­nio cognitivo subjetivo apresentam desempenho normal nesses testes. No entanto, essas pessoas sĂŁo mais propensas a desenvolver comprometimento cognitivo leve e demĂȘncia.


A demĂȘncia Ă© uma deterioração mais grave das capacidades mentais, que piora com o tempo. As pessoas com um envelhecimento normal podem perder coisas ou esquecer detalhes, mas as que sofrem de demĂȘncia podem esquecer por completo alguns acontecimentos. As pessoas que tĂȘm demĂȘncia tĂȘm dificuldade de fazer tarefas diĂĄrias normais como dirigir, cozinhar e lidar com as finanças.


Por se tratar de uma alteração primariamente cognitiva, faz sentido pensar que a fisioterapia nĂŁo seja importante no acompanhamento desses pacientes. Entretanto, diversas alteraçÔes motoras ocorrem secundariamente Ă s alteraçÔes cognitivas, a maioria relacionadas a imobilidade que pode trazer complicaçÔes como lesĂ”es por pressĂŁo, dores, deformidades articulares, trombos, contraturas e ĂȘmbolos..


.Outro ponto importante é apoio e ensino aos cuidadores/familiares e na prevenção e redução do risco de quedas, uma das principais causas de internamento hospitalar nesta patologia.


O papel da fisioterapia nas demĂȘncias Ă© fundamental, uma vez que visa garantir a mobilidade, manutenção da autonomia (dentro das possibilidades e do estĂĄgio da doença), evitar quedas, e em fases mais avançadas, Ă© essencial promover conforto para o paciente.


Por se tratar de uma condição progressiva, é importante que o acompanhamento com o fisioterapeuta tenha início precocemente, garantindo assim uma boa conexão entre fisioterapeuta e paciente.


Mas como a fisioterapia funciona no paciente com demĂȘncia?


Sempre deve-se optar pela måxima participação do indivíduo,, estimulando as funçÔes físicas e cognitivas.


As condutas devem sempre incluir o treino das funçÔes que o indivíduo realiza em seu cotidiano, mesmo que eles ainda não tenham uma perda de movimentos, estimulando a marcha e ensinando ajustes posturais e fortalecimento da base de apoio.


Além dos exercícios para motricidade, a fisioterapia respiratória é essencial, e deve estar presente em todas as fases, visando a prevenção de problemas nas vias respiratórias.


A fisioterapia deve ser um momento de descontração, que estimule o dinamismo e que seja também interessante para o indivíduo.


Quando nĂŁo for mais possĂ­vel realizar esse tipo de exercĂ­cio ativo, no entanto, Ă© preciso fazer os exercĂ­cios assistidos e, posteriormente, os passivos, sempre visando mobilidade e conforto para o paciente e seus familiares.


 
 
 

© 2022 - Dra Rachel Guimarães

Avenida José Bonifácio Coutinho Nogueira, 214, sala 412 Vila Madalena. Campinas - SP

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