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Neuromodulação não invasiva associada ao treino de marcha na reabilitação neurológica

  • Foto do escritor: Dra Rachel Guimaraes
    Dra Rachel Guimaraes
  • 12 de jan.
  • 3 min de leitura


Dra. Rachel Guimarães fazendo estimulação magnética trasncraniana em um homem sentado em uma poltrona
Dra. Rachel Guimarães

As alterações da marcha e as quedas estão entre as principais causas de perda de independência funcional em pessoas com doenças neurológicas. Parkinson, AVC, demências, esclerose múltipla e outras condições neurológicas frequentemente cursam com instabilidade postural, redução da velocidade da marcha, congelamento, assimetrias e maior gasto energético ao caminhar. Para pacientes e familiares que buscam tratamentos mais avançados, seguros e baseados em evidências, a associação entre neuromodulação não invasiva e treino de marcha especializado tem se mostrado uma estratégia promissora e altamente eficaz.

O que é neuromodulação não invasiva?

A neuromodulação não invasiva engloba técnicas que utilizam estímulos elétricos ou magnéticos aplicados externamente, sem necessidade de cirurgias, com o objetivo de modular a atividade do sistema nervoso central. Entre as mais utilizadas na reabilitação neurológica estão a estimulação magnética transcraniana (EMT) e diferentes formas de estimulação elétrica não invasiva, com a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC).

Essas técnicas atuam ajustando a excitabilidade cortical e os circuitos neurais envolvidos no controle motor, equilíbrio e planejamento da marcha. Em termos simples, a neuromodulação prepara o cérebro para aprender melhor e responder de forma mais eficiente ao treino motor.

Por que associar neuromodulação ao treino de marcha?

Embora a neuromodulação tenha efeitos diretos sobre a atividade cerebral, seus melhores resultados são observados quando ela é associada a tarefas funcionais específicas, como o treino de marcha. O estímulo neural, quando combinado ao movimento correto e repetido, potencializa os mecanismos de neuroplasticidade — a capacidade do sistema nervoso de se reorganizar.

Na prática, isso significa que o cérebro passa a integrar melhor as informações sensoriais, motoras e posturais necessárias para caminhar com mais segurança e eficiência. Essa associação é especialmente relevante em pacientes com histórico de quedas ou com medo de cair, situação que frequentemente limita ainda mais a mobilidade.

Benefícios clínicos para pacientes com alterações na marcha

A combinação entre neuromodulação não invasiva e treino de marcha especializado pode trazer benefícios como:

  • Melhora do controle postural e do equilíbrio dinâmico

  • Aumento da velocidade e da regularidade da marcha

  • Redução do risco de quedas

  • Melhor simetria entre os membros inferiores

  • Diminuição do congelamento da marcha em pacientes com Parkinson

  • Maior confiança para caminhar em ambientes externos

Esses ganhos impactam diretamente a autonomia, a qualidade de vida e a participação social do paciente.

Para que o tratamento seja realmente eficaz, é fundamental que ele seja baseado em uma avaliação neurológica e funcional detalhada. Avaliações instrumentais da marcha permitem identificar padrões específicos de instabilidade, alterações de ritmo, assimetrias e estratégias compensatórias que muitas vezes não são perceptíveis a olho nu.

Essas informações orientam tanto a escolha do protocolo de neuromodulação quanto a definição dos parâmetros do treino de marcha, tornando o tratamento altamente individualizado e preciso.

Treino de marcha com esteira neurofuncional

O uso de esteira neurofuncional é um diferencial importante no processo de reabilitação. Esse recurso permite controlar velocidade, inclinação, suporte de peso corporal e estímulos sensoriais, criando um ambiente seguro e desafiador ao mesmo tempo.

Quando associado à neuromodulação, o treino em esteira favorece a repetição de padrões de marcha mais próximos do normal, reforçando circuitos neurais adequados e reduzindo padrões compensatórios que aumentam o risco de quedas.

Para quem esse tipo de tratamento é indicado?

A neuromodulação não invasiva associada ao treino de marcha é indicada para pacientes que:

  • Apresentam dificuldade para caminhar ou instabilidade

  • Têm histórico de quedas ou medo de cair

  • Possuem diagnóstico de doenças neurológicas

  • Buscam tratamentos modernos, personalizados e baseados em evidências científicas

Também é uma excelente opção para familiares que desejam investir em abordagens mais completas e seguras para seus pais ou entes queridos, priorizando autonomia e qualidade de vida.


A reabilitação neurológica moderna vai além do exercício isolado. A associação entre neuromodulação não invasiva, avaliação especializada e treino de marcha com tecnologias específicas representa um avanço importante no cuidado de pacientes com alterações na marcha e risco de quedas.

Ao modular o cérebro e treinar o movimento de forma direcionada, é possível promover ganhos funcionais reais, mensuráveis e sustentáveis, sempre respeitando as características individuais de cada paciente. Para quem busca excelência em reabilitação neurológica, essa integração de tecnologias e conhecimento clínico faz toda a diferença.

 
 
 

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