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Exercício físico ou fisioterapia neurofuncional: qual a diferença para quem tem Parkinson?

  • Foto do escritor: Dra Rachel Guimaraes
    Dra Rachel Guimaraes
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Dra. Rachel Guimarães - Fisioterapeuta especialista em Doença de Parkinson
Dra. Rachel Guimarães

“Médico já falou que exercício faz bem… então por que preciso de fisioterapia?”

Essa é uma dúvida muito comum entre pessoas com Doença de Parkinson — e a resposta é simples: exercício físico ajuda, mas não substitui a fisioterapia neurofuncional.






O papel do exercício físico no Parkinson

O exercício físico é fundamental para pessoas com ou sem Parkinson. Ele contribui para:

  • melhora do condicionamento físico

  • manutenção da força e da resistência

  • benefícios para o humor, sono e cognição

Caminhar, pedalar, fazer musculação ou pilates faz bem e deve ser estimulado.

Mas o exercício físico, por si só, não trata as alterações neurológicas específicas do Parkinson.


O que é a fisioterapia neurofuncional no Parkinson?

A fisioterapia neurofuncional é um tratamento especializado, baseado em avaliação detalhada do movimento e do funcionamento do sistema nervoso.

Ela atua diretamente sobre:

  • bradicinesia (lentidão dos movimentos)

  • rigidez

  • alterações da marcha

  • instabilidade postural

  • freezing (bloqueios de movimento)

  • risco de quedas

Aqui, o exercício é individualizado, direcionado e estrategicamente escolhido para recalibrar o cérebro e o movimento.


Por que exercício não substitui a fisioterapia neurofuncional?

No Parkinson, o problema não é apenas “falta de força” ou “sedentarismo”.

É uma dificuldade do cérebro em gerar, ajustar e manter o movimento.

Sem correção adequada, o exercício pode:

  • reforçar padrões lentos e reduzidos

  • aumentar compensações posturais

  • não gerar melhora funcional real

A fisioterapia neurofuncional trabalha o como o movimento é feito — e não apenas o quanto.


Principais diferenças na prática

Exercício físico

Fisioterapia neurofuncional

Foco em saúde geral

Foco nas alterações do Parkinson

Movimentos mais genéricos

Treino específico e funcional

Pouca adaptação clínica

Ajustes contínuos e personalizados

Não trata freezing ou quedas

Atua diretamente nesses sintomas

Mantém capacidade física

Recupera e otimiza função


E qual é o melhor caminho?

Os dois juntos.

A fisioterapia neurofuncional:

  • reeduca o movimento

  • melhora a marcha, o equilíbrio e a postura

  • reduz risco de quedas


O exercício físico:

  • ajuda a manter esses ganhos

  • melhora a saúde global

  • aumenta qualidade de vida

Um não exclui o outro. Eles se complementam.


Para quem tem Parkinson, não basta apenas se movimentar. É preciso se movimentar do jeito certo.

A fisioterapia neurofuncional trata o movimento alterado pelo Parkinson. O exercício físico ajuda a sustentar os resultados.

Movimento é essencial. Movimento bem direcionado é tratamento.

 
 
 

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© 2022 - Dra Rachel Guimarães

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