top of page
whatsapp-rachel-guimaraes.png

Tratamento do Parkinson: 3 erros comuns que você deve evitar

  • Foto do escritor: Dra Rachel Guimaraes
    Dra Rachel Guimaraes
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Dra. Rachel Guimarães - especialista em fisioterapia neurofuncional
Dra. Rachel Guimarães - especialista em fisioterapia neurofuncional

O tratamento do Parkinson evoluiu muito nas últimas décadas. Hoje sabemos que a abordagem precisa ser multidisciplinar, individualizada e baseada em evidências.

Ainda assim, alguns erros continuam sendo frequentes, e podem atrasar resultados, aumentar o risco de quedas e comprometer a autonomia do paciente.

Identificar esses erros é fundamental para que o tratamento seja mais eficaz e direcionado às reais necessidades de quem vive com Parkinson.


Erro 1: Focar apenas no tremor

O tremor é o sintoma mais conhecido do Parkinson, mas nem sempre é o que mais compromete a qualidade de vida.

Muitos pacientes apresentam como principais limitações:

  • Lentidão dos movimentos

  • Dificuldade para iniciar a marcha

  • Instabilidade postural

  • Episódios de congelamento (freezing)

  • Maior risco de quedas

Quando o tratamento se concentra exclusivamente em reduzir o tremor, outras alterações importantes podem ser negligenciadas. O impacto funcional da marcha e do equilíbrio costuma ser muito maior para a independência do que o tremor isoladamente.

O foco terapêutico deve ser guiado pela função, ou seja, pelo que realmente limita o dia a dia do paciente.


A medicação é fundamental no tratamento do Parkinson e melhora significativamente diversos sintomas motores. No entanto, ela não substitui o treino motor.

O Parkinson afeta circuitos cerebrais responsáveis pela organização automática do movimento. Mesmo com ajuste medicamentoso adequado, alterações de marcha, postura e equilíbrio podem persistir.

Sem estímulo específico, o cérebro tende a perder eficiência na execução de tarefas motoras. A fisioterapia especializada,ou seja, a fisioterapia neurofuncional, tem papel essencial na manutenção da mobilidade, prevenção de quedas e preservação da autonomia.

Tratamento medicamentoso e reabilitação não competem entre si, eles se complementam.


Exercício físico é indispensável no Parkinson. No entanto, nem todo exercício é terapêutico para todas as necessidades.

Treinos exclusivamente focados em força ou condicionamento, sem considerar as particularidades da marcha e do controle postural, podem não abordar as principais dificuldades do paciente.

A reabilitação eficaz precisa incluir:

  • Treino específico de marcha

  • Estratégias para mudança de direção

  • Treino de equilíbrio dinâmico

  • Exercícios de dupla tarefa

  • Estímulos que desafiem o tempo de reação

O objetivo não é apenas fortalecer músculos, mas treinar o cérebro para responder melhor às demandas do ambiente.


O que caracteriza um tratamento adequado para Parkinson?

Um tratamento bem estruturado deve ser:

  • Individualizado

  • Baseado em avaliação funcional detalhada

  • Direcionado às principais limitações do paciente

  • Integrado entre medicação, exercício e reabilitação

Em alguns casos, recursos como a neuromodulação não invasiva podem ser associados para potencializar o aprendizado motor, sempre com indicação criteriosa.

Mais do que tratar sintomas isolados, o foco deve ser preservar função, segurança e qualidade de vida.


O tratamento do Parkinson não pode ser reduzido a controlar tremor, depender apenas de medicação ou realizar exercícios genéricos.

Erros comuns no tratamento do Parkinson geralmente estão relacionados à falta de direcionamento funcional. Quando a abordagem é individualizada e baseada em ciência, é possível melhorar marcha, equilíbrio e autonomia — mesmo diante de uma condição progressiva.

Informação correta é parte essencial do tratamento.


 
 
 

Comentários


© 2022 - Dra Rachel Guimarães

Avenida José Bonifácio Coutinho Nogueira, 214, sala 412 Vila Madalena. Campinas - SP

  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
bottom of page