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Quedas no Parkinson: por que acontecem e como prevenir

  • Foto do escritor: Dra Rachel Guimaraes
    Dra Rachel Guimaraes
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura


Dra. Rachel Guimarães - Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Neurofuncional
Dra. Rachel Guimarães - Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Neurofuncional

As quedas no Parkinson estão entre as complicações mais frequentes e preocupantes da doença. Além do risco de fraturas e internações, elas podem levar à perda de autonomia, medo de andar e redução significativa da qualidade de vida.

Embora muitas pessoas considerem a queda um “acidente”, do ponto de vista neurológico, as quedas no Parkinson não acontecem por acaso. Elas são resultado de alterações específicas no controle do movimento, do equilíbrio e do tempo de reação.

Entender essas causas é o primeiro passo para uma prevenção eficaz.


A Doença de Parkinson afeta estruturas cerebrais responsáveis pelo planejamento e pela regulação automática dos movimentos. Isso interfere diretamente na marcha e no equilíbrio.

Entre os principais fatores que aumentam o risco de quedas no Parkinson estão:

  • Lentidão para iniciar movimentos

  • Dificuldade em mudar de direção

  • Redução do equilíbrio dinâmico

  • Episódios de congelamento da marcha (freezing)

  • Alteração no tempo de reação

O cérebro passa a ter mais dificuldade para ajustar o corpo diante de mudanças no ambiente. Pequenos obstáculos, desníveis no chão ou viradas rápidas podem se tornar situações de risco.


Equilíbrio no Parkinson: o que muda?

O equilíbrio depende da integração entre visão, sistema vestibular e informações sensoriais do corpo. No Parkinson, essa integração pode ficar mais lenta ou menos eficiente.

Isso significa que, quando ocorre um pequeno desequilíbrio, o corpo pode demorar mais para reagir. Essa fração de segundo é suficiente para aumentar significativamente o risco de queda.

Além disso, a marcha tende a apresentar passos mais curtos, menor rotação do tronco e redução do balanço dos braços, o que compromete ainda mais a estabilidade.


É comum associar quedas à falta de força. No entanto, no Parkinson, o problema principal geralmente está na forma como o cérebro organiza e ajusta o movimento.

Fortalecer é importante, mas não é suficiente para reduzir o risco de quedas no Parkinson. A prevenção eficaz precisa incluir:

  • Treino de equilíbrio dinâmico

  • Treino de mudança de direção

  • Estratégias para superar o congelamento da marcha

  • Exercícios que desafiem o tempo de reação

  • Treino funcional voltado para atividades do dia a dia

Ou seja, é necessário treinar o cérebro para reagir melhor.


A prevenção de quedas no Parkinson envolve avaliação individualizada e um programa estruturado de fisioterapia para Parkinson, com foco na função.

A fisioterapia neurofuncional trabalha especificamente:

  • Ajustes posturais

  • Controle da marcha

  • Estratégias compensatórias

  • Integração sensorial

  • Treino em situações reais do cotidiano

Em alguns casos, a neuromodulação não invasiva pode ser associada ao tratamento para potencializar o aprendizado motor, tornando o cérebro mais responsivo ao treino.

Quanto mais cedo a intervenção começa, melhores tendem a ser os resultados na manutenção da autonomia.


As quedas no Parkinson não são eventos aleatórios. Elas refletem alterações no equilíbrio, no controle da marcha e no tempo de reação.

A boa notícia é que o risco pode ser reduzido com tratamento adequado e específico. Prevenir quedas não significa apenas fortalecer músculos, mas treinar o cérebro para responder melhor aos desafios do ambiente.

Com acompanhamento especializado e abordagem direcionada, é possível melhorar a segurança, preservar a independência e reduzir o impacto das quedas na vida da pessoa com Parkinson.


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